sexta-feira, 17 de outubro de 2008

RESPONSABILIDADE PARTILHADA - A FILOSOFIA DO SÉC. XXI

Quando após o 25 de Abril de 74, o 1º Movimento Ecológico Português chamou a atenção da então infante democracia para a sociedade de dessperdício que estávamos a construir e consequente depredação irreversível do meio ambiente, fomos acusados, por todos os quadrantes políticos, de sermos utópicos e irrealistas. Hoje, passadas mais de três décadas, o presente e o futuro deram-nos, infelizmente, razão.
O desenvolvimento acelerado com base no lucro imediato, a produção/consumo desenfreada vieram evidenciar aquilo que já era, então, previsível: os recursos naturais são limitados e tantos (cada vez mais) a consumirem a um ritmo tão alucinante apressam o seu esgotamento. Esta é uma verdade que já não é possível escamotear.
Resta-nos, então, como comparsas desta cena desordenada e predadora que criámos, tentar sobreviver, da melhor forma possível, como espécie entre espécies.
Torna-se, deste modo, imperioso que sejam tomadas decisões políticas (porque é a política que tem de "refrear" os desmandos da economia do chamado mercado livre, quando esta se desvia do caminho que nos posssibilita continuar a existir (vide recente crise americana...) para que a economia se reconverta centarlizando-se em três áreas prioritárias de sobrevivência: energias renováveis, reciclagem, preservação do ambiente.
A antiga filosofia do lucro pelo lucro tem de ser urgentemente substituída pela filosofia do lucro responsável.
E todos os decisores, formadores de opinião e agentes de ensino e formação (bem como todos nós no nosso dia-a-dia) terão, cada vez mais prementemente, de ser os pedagogos da nova filosofia de vida para o séc. XXI : a responsabilidade partilhada na sobrevivência do mundo em que vivemos e que temos o dever de deixar aos nossos descendentes.